Calendário de vacinação infantil no Brasil: quais vacinas revisar no início do ano

Calendário de vacinação infantil no Brasil
vacina no brasil

Nos Estados Unidos, uma reformulação inédita no calendário de vacinação infantil ganhou destaque. Houve uma revisão do esquema de imunizações, reduzindo o número de vacinas universalmente recomendadas para todas as crianças.

No Brasil, por outro lado, a vacinação segue fortemente recomendada conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), sem reduções de recomendações universais, mantendo ampla proteção contra doenças que podem ser prevenidas por imunizações ao longo da vida.

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EUA retira obrigatoriedade de 6 vacinas no calendário infantil

Enquanto no Brasil há um forte incentivo à vacinação, os EUA retiraram seis vacinas do calendário infantil recomendado em janeiro de 2026.

Saíram da lista de recomendações universais as vacinas contra gripe, hepatites A e B, meningococo (bactéria causadora de meningites), vírus sincicial respiratório — associado à bronquiolite em bebês — e rotavírus, responsável por quadros graves de gastroenterite. Meses antes, a vacina contra a Covid-19 já havia sido retirada do calendário infantil recomendado.

Com a mudança, esses imunizantes passam a ser indicados apenas para crianças classificadas como pertencentes a grupos de maior risco ou mediante avaliação médica individualizada.

Essa mudança, que representa uma nova abordagem na política de imunização pediátrica dos EUA, tem gerado debates intensos entre especialistas em saúde pública, com críticas de que ela pode reduzir a cobertura vacinal e ampliar o risco de doenças evitáveis

calendário de vacinação infantil

A vacinação no Brasil segue o calendário

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações (PNI), as vacinas são indicadas conforme:

  • Faixa etária
  • Histórico vacinal
  • Condições clínicas especiais
  • Situações de risco epidemiológico

Algumas vacinas precisam ser revisadas nesse período, especialmente após o crescimento da criança, mudanças no ambiente escolar ou falhas na adesão ao calendário vacinal ao longo do ano anterior. Entretanto, a revisão deve acontecer para vacinas para crianças e adultos, além de idosos.

Vacinação no início do ano: uma abordagem estratégica

O início do ano é um período estratégico para a atualização da caderneta de vacinação, tanto em crianças quanto em adultos e idosos. Embora não existam vacinas obrigatórias definidas exclusivamente para os primeiros meses do ano, esse momento concentra uma série de fatores que tornam a revisão do esquema vacinal uma importante medida de saúde pública e prevenção de doenças imunopreveníveis.

Entre os fatores para a vacinação no início do ano estão o retorno às aulas, o planejamento das campanhas sazonais, as consultas de rotina e a preparação para viagens nacionais e internacionais. Por isso, profissionais de saúde recomendam que o começo do ano seja aproveitado para verificar se há doses em atraso, reforços pendentes ou vacinas indicadas conforme idade e condição clínica.

calendário de vacinação infantil

Quais vacinas devem ser revisadas no início do ano em crianças e adolescentes?

O retorno às atividades escolares costuma revelar esquemas incompletos ou doses atrasadas. Entre as principais vacinas a serem checadas no início do ano estão:

  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
  • Varicela.
  • Poliomielite, entre 2 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
  • Hepatite B.
  • dT ou dTpa (difteria, tétano e coqueluche), a partir de 1 ano até os 6 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
  • Meningocócica C ou ACWY, entre 2 meses e 11 meses e 29 dias de idade.
  • HPV, 9 anos até 14 anos, 11 meses, 29 dias de idade.

A atualização vacinal nessa fase é essencial para reduzir surtos em ambientes coletivos, como escolas e creches, onde a transmissão de doenças infecciosas ocorre com maior facilidade. Além disso, muitas escolas solicitam comprovante de vacinação atualizada, o que explica a alta procura no início do ano.

Vacinação em adultos: esquemas incompletos são frequentes

Diferentemente da infância, a vacinação em adultos é frequentemente negligenciada. No início do ano, é recomendada a revisão das seguintes vacinas:

  • dT (difteria e tétano) – reforço a cada 10 anos.
  • Hepatite B – especialmente em adultos que não completaram o esquema.
  • Tríplice viral, para adultos sem comprovação vacinal.
  • Febre amarela, conforme área de residência ou viagens.
  • Covid-19, de acordo com os reforços recomendados.
  • HPV, para grupos com indicação específica.

A revisão anual do estado vacinal do adulto contribui para a prevenção de doenças graves, redução de internações e proteção coletiva, especialmente em populações economicamente ativas.

Vacinas importantes para idosos e grupos de risco

No envelhecimento, o sistema imunológico passa por alterações que aumentam a vulnerabilidade a infecções. Assim, o início do ano é um bom momento para reforçar a vacinação de idosos e pacientes com comorbidades, incluindo:

  • Vacinas pneumocócicas.
  • Influenza (gripe) – cujo planejamento antecede o período de maior circulação viral.
  • Covid-19, conforme esquemas atualizados.
  • Herpes-zóster, disponível na rede privada.

Essas vacinas têm impacto direto na redução de complicações, hospitalizações e mortalidade, especialmente durante os meses mais frios do ano.

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Vacinas sazonais e planejamento antecipado

Algumas vacinas têm forte relação com sazonalidade, o que torna o início do ano um momento importante para organização e orientação dos pacientes:

  • Influenza: idealmente administrada antes do inverno.
  • Febre amarela: indicada antes de viagens ou em áreas com circulação viral.
  • Covid-19: reforços definidos conforme grupos prioritários.

Antecipar a vacinação garante resposta imunológica adequada antes dos períodos de maior risco.

Importância da revisão vacinal anual

A checagem da caderneta no início do ano:

  • Identifica doses atrasadas.
  • Corrige esquemas incompletos.
  • Atualiza vacinas conforme mudanças nas recomendações oficiais.
  • Fortalece a prevenção de surtos e epidemias.

Além disso, essa prática está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde e reforça o papel da vacinação como uma das principais estratégias de promoção da saúde e prevenção de doenças.

Conclusão

Embora o calendário vacinal não seja definido por datas fixas no ano, o início do ano representa uma oportunidade estratégica para atualização da vacinação em todas as faixas etárias. A orientação adequada por profissionais de saúde e o acesso às vacinas do PNI são fundamentais para garantir proteção individual e coletiva.

A vacinação continua sendo uma das intervenções mais seguras, eficazes e custo-efetivas da medicina preventiva — e revisá-la anualmente é uma prática essencial para a saúde pública.

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Referências:

GOV. Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação - 2025 . Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/publicacoes/instrucao-normativa-que-instrui-o-calendario-nacional-de-vacinacao-2025.pdf/view?utm_source=chatgpt.com. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

G1. EUA retiram seis vacinas do calendário infantil recomendado; médicos alertam para risco de retorno de doenças. Disponível em https://g1.globo.com/google/amp/saude/noticia/2026/01/06/eua-retiram-seis-vacinas-do-calendario-infantil-recomendado-medicos-alertam-para-risco-de-retorno-de-doencas.ghtml. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

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